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Wine South America consolida-se como maior feira de vinhos da America Latina

Mais de 300 marcas nacionais e internacionais expositoras receberam compradores interessados em negociar  

O primeiro dia da feira registrou o dobro de profissionais visitantes na comparação com o mesmo dia da edição anterior (Foto: Augusto Tomasi)Feira reuniu cerca de 6 mil profissionais (Foto: Augusto Tomasi)

A 2ª edição da Wine South America encerra hoje, em Bento Gonçalves. Desde quarta-feira (25.09) a feira fomenta negócios no coração da Serra Gaúcha. A expectativa de fechamento é na ordem de R$ 10 milhões, ancorada pelo crescimento de 20% no número de expositores e incremento de mais de 130% no número compradores convidados em relação a 2018. O primeiro dia da feira registrou o dobro de profissionais visitantes em comparação com o mesmo dia da edição anterior.

Em seu pronunciamento, durante a cerimônia oficial de abertura, Marcos Milaneze, diretor da Milanez & Milaneze, realizadora do evento, se referiu à feira como a principal plataforma de negócios do vinho na América Latina. Ele pontuou que o propósito da feira é criar um ambiente favorável tanto para o fechamento de negócios quanto para o acesso ao conhecimento e network. ?Atribuímos o crescimento da feira ao fato de o evento ser realizado no estado que é responsável por 90% da produção de vinhos no Brasil. Aqui os compradores podem conhecer grande parte das vinícolas, visitar as regiões enoturísticas e vivenciar as emoções que existem por trás de cada rótulo?, destaca. Alessandro Giolai, representante do Grupo Veronafiere também destaca a consolidação da Wine South America enfatizando o crescimento do número de expositores internacionais nesta segunda edição. 

Na edição 2019 a participação de vinícolas brasileiras cresceu, com a participação de produtores dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Bahia. A adesão de produtores internacionais também é recorde já que a feira está sediada no maior país da América do Sul, com o maior potencial de consumo do continente. Além do Brasil, outros 12 países são representados no evento, com destaque para Argentina, Uruguai e Chile, reforçando o posicionamento da Wine South America como o maior evento profissional do setor no continente latino-americano e principal plataforma de relacionamento entre o mundo do vinho e a América do Sul. 

Além do cenário vitivinícola, o ?Azeite Experience - Salão do Azeite? apresenta as últimas novidades do setor de olivicultura. O Spirits Brasil - Salão de Cachaça e Destilados é a vitrine para o mercado de bebidas destiladas e cachaças.

OPINIÃO:O gerente Regional Serra do Sebrae RS, Cláudio Peiter, apresentou alguns números do apoio da entidade às micro e pequenas empresas na feira: o Sebrae é parceiro na realização dos projetos Comprador e Imagem (press trip), e dos estandes coletivos de micro e pequenas vinícolas dos estados do Rio Grande do Sul ? com 29 vinícolas, e de Santa Catarina, com 14 empresas. O secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Estado do Rio Grande do Sul, Covatti Filho, lembrou de algumas conquistas setoriais nos últimos meses, como o fim do regime de Substituição Tributária no RS e a própria realização de uma feira internacional na Serra Gaúcha. ?O objetivo agora é unirmos força para o desenvolvimento do setor e em pautas importantes que estão prestes a acontecer, como o fim da ST também em São Paulo e em outros estados que são grandes mercados para o vinho gaúcho?, sinalizou. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado, Rui Irigaray, representando o Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou a criação de um fundo de R$ 40 milhões para o financiamento de máquinas e equipamentos para o setor vitivinícola, por meio do Badesul. ?Com a abertura de mercado devido ao acordo entre Mercosul e União Europeia, é preciso investimento em tecnologia para que o vinho brasileiro seja ainda mais competitivo?, afirma. O secretário comemorou a abertura do escritório da Apex- Brasil no RS, anunciada ontem (24), durante evento na Fiergs em Porto Alegre. ?São ações em sincronia que ajudam a desenvolver esta cadeia produtiva, fomentam o turismo e fortalecem as políticas de apoio ao setor vitivinícola?, afirmou. O analista de Negócios Internacionais da Gerência de Agronegócios da Apex-Brasil, Alberto Carlos Bicca, resgatou como o projeto Wines of Brasil ajudou no desenvolvimento da qualidade do vinho brasileiros nas últimas décadas. ?A exportação faz com que as empresas se tornem mais competitivas também no mercado interno?, destacou.  

 

Informações | Camila Ruzzarin Assessoria de Imprensa Wine South America - Edição | Caroline Pierosan - Fotos | Augusto Tomasi