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Notícias

13/07/2020

Levantamento mensal do SIMECS aponta leve melhora na demanda da indústria

Mais empresas relataram aumento na demanda em junho; índice de queda intensa foi 30% menor em relação ao mês anterior

Esse é o terceiro levantamento realizado pelo SIMECS que tem como objetivo analisar a progressão dos efeitos da pandemia de Covid-19, e funciona como ferramenta para auxiliar no trabalho da entidade no apoio à sustentabilidade da indústria de Caxias e região

O panorama geral da pandemia segue delicado, mas os indicadores apresentam sinais de uma pequena retomada. Isso é o que mostra o levantamento de dados mensal do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região – SIMECS, que analisou o desempenho da indústria ao longo do mês de junho. A consulta mostra que mais empresas relataram aumento de demanda – 16 indústrias contra apenas uma no mês anterior, enquanto o índice de queda intensa apareceu 30% menor, se comparado ao último levantamento. Em meio ao cenário que ainda apresenta incertezas, quase 50% das empresas também informam queda nos negócios. A consulta foi realizada de forma eletrônica entre os dias 18 de junho e 05 de julho e teve a participação de 315 empresas, 61 a mais em relação ao mês de maio.

Esse é o terceiro levantamento realizado pelo SIMECS que tem como objetivo analisar a progressão dos efeitos da pandemia de Covid-19, e funciona como ferramenta para auxiliar no trabalho da entidade no apoio à sustentabilidade da indústria de Caxias e região. As empresas ainda respondem questionamentos como impactos no faturamento e na força de trabalho, bem como níveis de dificuldade para operação das companhias, em campos como matéria-prima, logística e manutenção dos parques fabris e das atividades como um todo.

“Esses resultados refletem o retorno parcial das atividades ao longo dos últimos meses. É importante conciliar a retomada gradual da economia da nossa região e o cuidado com a saúde de toda a população, sem correr riscos de regredirmos”, reforça o presidente do SIMECS, Paulo Spanholi.

O principal impacto percebido pelas empresas consultadas desde o início da pandemia de Covid-19 segue sendo a queda no faturamento, consequência direta do cancelamento de pedidos que, por sua vez, resulta na queda na produção. Das cerca de 251 respondentes que apresentaram diminuição, 76% acumulam quedas de até 50% nesse índice em relação ao período anterior à pandemia. Das nove empresas que registraram aumento no faturamento, a maior parte (67%) alcançou o acréscimo no indicador de até 25%.

Em relação aos níveis de dificuldade enfrentados pelas empresas para obtenção de matéria-prima, logística de transporte e manutenção de máquinas e equipamentos, a maioria das consultadas respondeu ter pouca dificuldade ou não percebeu nenhum impacto, em relação ao cenário vivenciado antes do quadro de pandemia. Esse mesmo padrão de respostas foi identificado quando questionados sobre a organização dos quadros funcionais para o retorno das atividades.

A maioria das empresas segue no esforço para manter funcionários: 44% está mantendo estável o quadro, enquanto 9% informa ter aumentado sua força de trabalho por meio de novas contratações dentro do período avaliado. Apesar disso, os resultados mostram que 47% das empresas consultadas (148) demitiram parte do quadro funcional desde o início da pandemia. Assim como no levantamento anterior, as medidas mais utilizadas da MP 936 (agora convertida na Lei 14.020/2020) seguem sendo a suspensão do contrato de trabalho e a redução de 50% da jornada, seguida em menor número pela redução de 25%. Já a redução de 70% é a que apresenta a menor adesão: pouco mais de 10% das empresas consultadas utilizaram essa alternativa.

Em relação aos casos confirmados de Covid-19, mais de 80% das empresas pesquisadas seguem sem casos, demonstrando que os esforços de prevenção vêm gerando bons resultados durante o período avaliado.

Mais de 60% das empresas consultadas no levantamento de dados pertencem ao setor metalmecânico, seguido por empresas dos segmentos automotivo, de eletroeletrônica e de ferramentaria. Mais de 80% dos respondentes são compostos por micro e pequenas empresas, que representam o maior volume empresarial da entidade.

 

Informações | Camilo Siqueira/ SIMECS - Edição | Caroline Pierosan