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CIC Caxias reúne comitê de crise e delibera medidas conjuntas para conter coronavírus

Reunião emergencial apresentou a situação de cada segmento econômico e ações que podem ser tomadas a partir de agora

Seguindo a orientação das autoridades de saúde de evitar aglomerações, o comitê recomenda, além de todas as medidas protetivas, que os sindicatos estabeleçam acordos coletivos emergenciais com as entidades dos trabalhadores do seu setor

Diante das novas medidas anunciadas pela Prefeitura de Caxias do Sul e pelo governo gaúcho para conter o coronavírus no município e no estado, o comitê de crise formado pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) e Sindicatos Patronais se reuniu, em caráter de urgência, no final da tarde desta quarta-feira (18). Conduzido pelo presidente da CIC, Ivanir Gasparin, o encontro serviu para conhecer a situação de cada setor e as medidas que estão sendo adotadas para evitar o avanço da covid-19 no âmbito das empresas. 

Seguindo a orientação das autoridades de saúde de evitar aglomerações, o comitê recomenda, além de todas as medidas protetivas, que os sindicatos estabeleçam acordos coletivos emergenciais com as entidades dos trabalhadores do seu setor, como já fizeram o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs) e Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas),  para acordar possíveis alternativas de suspensão imediata das atividades, como trabalho remoto, férias coletivas, banco de horas e flexibilização de jornada, entre outras. O objetivo é reduzir a circulação de pessoas e desacelerar o contágio da doença, protegendo assim toda a população. Setores essenciais como supermercados, farmácias e postos de combustíveis, por exemplo, devem se orientar pelo que determina o decreto municipal. 

A médica infectologista Giorgia Torresini participou da reunião e apresentou um panorama a respeito das estatísticas do coronavírus no Rio Grande do Sul e em Caxias do Sul, salientando que as duas próximas semanas serão cruciais para conter o avanço da covid-19. Por isso, enfatizou, são necessárias medidas mais restritivas neste momento. Também estiveram na reunião diretores jurídicos da CIC Caxias, que esclareceram dúvidas a respeito da legislação trabalhista em casos como esse.  

“Estamos vivendo tempos delicados. Devemos evitar o pânico e adotar medidas de precaução”, afirmou Gasparin. Segundo ele, o momento é um desafio sem precedentes para a saúde pública e também para a economia, que deverá sofrer duramente o impacto sobre os negócios, comprometendo as pequenas e médias empresas, além dos empreendedores individuais. “Não é um momento fácil, mas acredito na superação. Vamos cuidar uns dos outros e também das nossas empresas”, destacou o presidente da CIC Caxias.  

 

Marta Guerra Sfreddo/CIC