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Moda

Moulage : 17º Concurso UCS/Cootegal

Ketlin R. Garbin (Foto: Divulgação) Suélen Argenton Pinto (Foto: Multifotos Farroupilha) Ana Dullius (Foto: Lia Dullius) Bruna Mainardi (Foto: RR Produções) Paula Bebber (Foto: Luizinho Bebber) Franciéli dos Santos ( Foto: Divulgação) Francine Goppinger (Foto: Allex Alles) Marina De Carli (Foto: Divulgação) Mônica Helena Matté (Foto: Divulgação) Letícia Barbieri Spiering (Foto: Divulgação)

 

Os alunos da disciplina Projeto de Moulage, da Universidade de Caxias do Sul, desenvolvem um portfólio de coleção inspirado em suas referências pessoais. Da reflexão individual, surgiram os temas para cada coleção, da qual um look foi selecionado para ser confeccionado e apresentado diante de uma banca jurada, pelo aluno criador.

O objetivo do projeto é proporcionar aos alunos a experiência prática no manuseio de nobres tecidos de lã, por meio do processo de moulage criativa, bem como o desenvolvimento de uma coleção autoral. Os alunos foram avaliados segundo os quesitos inovação, fidelidade ao tema e qualidade na execução da peça. O aluno vencedor do concurso recebe da Cootegal uma viagem nacional, para participação em feiras, eventos ou cursos da área de moda, de seu interesse.

A banca avaliadora é composta sempre por representantes da Cootegal e renomados profissionais do mercado de moda, das diversas áreas que envolvem o setor no Brasil. Participaram como jurados da edição 2019 Caroline Pierosan (Coordenadora de projetos da revista NOI),  Idalice Manchini (Pole Modas e presidente do Sindilojas de Caxias do Sul), Nani Ximenez  (Personal Stylist), Tati Pellini (Diretora da empresa Pellini) e Clark Moschen Diretor da Cootegal de Galópolis. Os Professoras responsáveis por conduzir este trabalho foram Adriana Job Ferreira Conte e Gilda Eluiza De Ross. A vencedora dessa edição do concurso foi Ketlin Garbin a duas menções honrosas foram para Ana Dullius e Suelen Argenton Pinto.

 

KETLIN R. GARBIN 

A inspiração para o projeto “O Pátio – raízes, momentos e amoras” foi desenvolvida a partir das lembranças do pátio da minha casa. Os três tempos da coleção mostram que as raízes que dão sustentação as árvores também representam minha origem, minha família. Os momentos vividos naquele extenso gramado esverdeado denotam simplicidade e leveza. As amoras exalam a beleza dos frutos colhidos quando plantamos generosidade, honestidade e humanidade.

ANA DULLIUS

“A coleção Lado teve como inspiração a carta vinda do Club di Giulietta, em Verona. Diante da pergunta referência “Você acredita que ainda existam Romeus?” a peça retrata os lados do romance com linhas sinuosas e geométricas, evidenciadas pela estrutura da lã. A serigrafia personaliza o casaco e a clutch retirável soma versatilidade” (Ana Dullius)

BRUNA MAINARDI

A coleção Livre defende a liberdade de expressão e protesta contra a censura no teatro durante a ditadura. Modelagens assimétricas retratam o descaso do governo com a cultura. A trama de faixas representa a união dos artistas. As frases foram bordadas com textos teatrais censurados. A escolha da lã (tecido pesado e nobre) representa proteção e aconchego.

FRANCIÉLI DOS SANTOS 

Uma mulher de 94 anos à frente de seu tempo tendo o relógio como ponto de partida. A coleção Paradoxo Temporal foi criada para viajantes do futuro. Como elementos as mangas angulosas, as mini mochilas anexadas com drapeados (que remetem ao relógio) e golas super altas. A versatilidade está na lã leve (que traz conforto e elegância para peças mais ajustadas) enquanto a lã mais pesada fornece proteção. Pode ser usado em todas as temperaturas.

FRANCINE GOPPINGER 

Transição: coleção baseada na forma geométrica do triângulo que significa estar em constate evolução, mudança e fluidez, além de simbolizar a manifestação perfeita em que duas forças de polaridades opostas, interagindo entre si, formam uma terceira força equilibradora ou neutra.

LETÍCIA BARBIERI SPIERING

Frequentemente temos o desejo de poder voltar ao passado para mudar o nosso futuro. Essa reflexão levou às criações 100% em lã, que proporcionam o conforto e o peso necessário para a elaboração de peças clássicas e luxuosas. Os tons azuis combinam com diferentes tipos de corpos.

MARINA DE CARLI 

A coleção O QUE FAZ DO BRASIL, BRASIL? Relata a peculiaridade da construção da identidade brasileira e do jeitinho que comporta múltiplos sentidos. Na sua faceta positiva, “o jeitinho alegre”, é carnavalesco, na negativa, é malandro, corrupto e marginalizado. O jeitinho pode ser, também, um meio de enfrentar as adversidades da vida. Está muitas vezes ligado à sobrevivência diante das desigualdades sociais, e à uma maneira criativa para quem não tem acesso ao poder. A peça ilustra essa complexidade da alegria brasileira X malandragem. O blazer ajuda a ilustrar o malandro carioca, um personagem icônico brasileiro, que é tanto alegre quanto sagaz. Afinal o que te faz brasileiro?

MÔNICA HELENA MATTÉ 

A coleção "MAGUS" é inspirada no universo da magia e da alquimia dos magos medievais, fazendo referência aos dois polos opostos, bem e mal, tristeza e felicidade, além da busca pelo equilíbrio. A coleção apresenta esses contrastes por meio das cores. A magia está nas peças que se transformam, nos aviamentos em metal, remetendo à Era Medieval e nos tecidos de lã que também reportam à época. Capas e capuzes representam mistério e proteção. 

PAULA BEBBER 

Com recortes inspirados no sol, a coleção entardecer fala sobre as diferentes fases da nossa vida e do nosso amadurecimento ao longo dela. A técnica de modelagem japonesa utilizada na confecção do top representa os raios do entardecer de forma leve e feminina. A lã compõe 100% da coleção. Detalhes, como cintura alta, contraste de cores, e os recortes, são o foco da coleção.

SUÉLEN ARGENTON PINTO

É na pluralidade das pessoas que me torno singular. Uso a analogia da visão para representar algo intangível: a transformação que podemos fazer em nosso interior. Escolhi representar na peça a atemporalidade valorizando história e o não gênero, focando no bem maior, que é o ser humano. Observei o trabalho quase artesanal da fabricação da lã e escolhi valorizar isso e o meio ambiente com a modelagem zero waste (sem resíduos), criando uma peça inovadora, já que ela é reversível e pensada para gerar mais de 6 combinações com os 4 tecidos utilizados na confecção.