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Elas

Corpo e Bolso Saudáveis

Painel exclusivo para mulheres, realizado pela administradora Andreia Morello, abrangeu os temas saúde, beleza e finanças  

A administradora Andreia Morello, idealizadora da Safe Investimentos, realizou, no dia 9 de março, em comemoração ao Mês da Mulher, um painel com o objetivo de trocar informações e conhecimento com um grupo de cerca de 50 convidadas especiais (Foto: Josué Ferreira) "Eu indico procedimentos, mas eu sou contra os exageros" (Cláudia Zanotti) Foto: Josué Ferreira Além da própria Andreia, foram ouvidas a especialista em dermatologia e medicina interna Cláudia Zanotti, e a médica ginecologista e obstétrica Lissandra Maioli  (Foto: Josué Ferreira) "O sol é necessário para o corpo, para nosso humor, para dormirmos bem, quem pega sol tem menos depressão. Então tudo na vida é uma questão de equilíbrio" (Cláudia Zanotti) Foto: Josué Ferreira Da esquerda para direita, Lissandra Maioli, Caroline Pierosan, Cláudia Zanotti e Andreia Morello ( Foto: Josué Ferreira) A jornalista e coordenadora de projetos da revista NOI Caroline Pierosan acompanhou o encontro e conversou com as componentes da mesa  (Foto: Josué Ferreira) "A menopausa é o período a partir de quando uma mulher fica o ano inteiro sem menstruar. Isso vai acontecer lá por volta dos 50 anos para a maioria das mulheres" (Lissandra Maioli) Foto: Josué Ferreira "A nossa vida é composta por momentos bons, objetivos que temos, prazeres que queremos desfrutar. Dificilmente eu consigo manter esses momentos, objetivos e prazeres sem recursos"  (Andreia Morello) Foto: Josué Ferreira "Manter hábitos de vida saudável e falar com seu médico sobre os sintomas é o principal, porque é muito mais fácil tratar esses sintomas antes de chegar a menopausa de fato" (Lissandra Maioli) Foto: Josué Ferreira "A gente fala muito que cada ser humano é único, então não faz sentido nenhum eu montar uma certeira para a Ana igual a carteira da Maria" (Andreia Morello)  Foto: Josué Ferreira

Alimentação balanceada, rotina de exercícios e hidratação. Exames de rotina, pele com sinais... botox? Vitamina D, colágeno, calor: será que estou chegando na menopausa? E o orçamento? Quais são os melhores investimentos para mim? Os cuidados com a saúde e beleza feminina possuem especificidades que variam não só com a idade, mas com a rotina, perfil e poder aquisitivo de cada mulher. O que todas têm em comum: elas querem viver com saúde e se sentir belas. Tais cuidados podem não só significar tempo a mais na rotina, mas, também dinheiro a mais no bolso. Pensando nisso, a administradora Andreia Morello, idealizadora da Safe Investimentos, realizou, no dia 9 de março, em comemoração ao Mês da Mulher, um painel entre especialistas das áreas da saúde, beleza e finanças, com o objetivo de trocar informações e conhecimento com um grupo de cerca de 50 convidadas especiais. 

A jornalista e editora da revista NOI Caroline Pierosan acompanhou o encontro e conversou com as componentes da mesa. Além da própria Andreia, que discorreu sobre finanças, foram ouvidas a especialista em dermatologia e medicina interna Cláudia Zanotti, que falou sobre cuidados estéticos, bioestimuladores e prevenção ao câncer de pele; e a médica ginecologista e obstétrica Lissandra Maioli, que abordou temas sobre saúde íntima da mulher. A seguir, compartilhamos os melhores momentos dessa importante conversa feminina.

 

“MINHA PALAVRA É EQUILÍBRIO”

(Cláudia Zanotti, especialista em Dermatologia e Medicina Interna)

 

CAROLINE PIEROSAN - Colágeno, ácido hialurônico e toxina botulínica: quais são os mitos e verdades que envolvem esses três elementos tão importantes para preservar a beleza feminina?

CLÁUDIA ZANOTTI -  O colágeno funciona quando tomado de forma adequada, que seria na forma de pó. Claro que muitas pessoas tomam na forma de comprimido, mas nesse caso é preciso vários comprimidos para atingir a dose necessária para que o colágeno melhore a elasticidade, hidratação e firmeza da pele. Eu sempre indico tomar a noite e em jejum, para que ele funcione mais efetivamente no intestino. Isso porque o colágeno precisa do intestino mais limpo para ser totalmente disponibilizado para a corrente sanguínea e para que uma pequena parte dele chegue ao destino final, que é o fibroblasto. Então o ideal é jantar e esperar em média duas horas para tomar o colágeno. Dessa forma ele fica toda a noite sendo absorvido.

Sobre o ácido hialurônico, o que mais me perguntam é: “Quando o ácido hialurônico que eu apliquei no meu rosto sumir, minha pele vai despencar?” Eu sou uma médica conservadora, eu indico procedimentos, mas eu sou contra os exageros. O ácido hialurônico tem a capacidade de preencher. Quando se coloca o ácido hialurônico no lugar certo nós vamos aumentar o conteúdo e também o contingente, a gente vai causar uma distensão. Se nós colocarmos em excesso, quando esse ácido sair, obviamente a paciente vai se sentir mais “caída”. Usando o ácido hialurônico adequado, na profundidade adequada e em quantidades adequadas, não há perigo de que, quando esse ácido for absorvido, o paciente tenha a sensação de “despencar”.

Já sobre o botox, que eu vou chamar de toxina botulínica, porque botox não é a marca que eu utilizo no meu consultório, a pergunta que mais vem é: “Se eu fizer toxina botulínica eu sempre vou ter que fazer? Vou ficar escrava da toxina?”. Bem, a toxina botulínica atua em uma terminação nervosa que paralisa o músculo. Esse músculo fica paralisado por dois meses e faz com que as rugas de expressão apareçam menos. Quando a toxina botulínica for absorvida e perder seu efeito, o músculo vai voltar a se movimentar e a paciente que está acostumada a ver um rosto com menos rugas no final do dia vai voltar ao consultório dizendo “estou toda enrugada de novo, quero fazer de novo”. Então não causa dependência física, mas pode causar uma dependência psíquica. Mas o paciente que fez uma vez, pode não fazer nunca mais.

CP - Qual é o limite para a utilização da toxina?

CZ - Existem características individuais de cada paciente que fazem com que a toxina botulínica seja absorvida mais rapidamente. A partir do terceiro mês que o paciente fez toxina botulínica a gente pode repetir, mas, via de regra, eu peço para o paciente voltar cinco meses depois. A idade para começar a toxina é a idade que o paciente começar a ficar marcado. Se o paciente tem 25 anos, está marcado e isso causa um impacto social nele, é óbvio que eu vou fazer, mas também é óbvio que eu vou perguntar: “o que é que você vai fazer quando tiver 40 anos?”. Sobre o limite, eu faria três vezes por ano, no máximo, para não gerar anticorpos.

CP - O que são bioestimuladores, para quem são indicados e a partir de qual etapa da nossa vida eles devem ser utilizados?

CZ - O bioestimulador é um produto sintético que estimula o fibroblasto, que é uma célula que produz colágeno no nosso corpo. A partir do momento que você injeta esse produto na profundidade da pele, ele causa uma reação inflamatória. Essa inflamação da profundidade da pele estimula a produção do colágeno e dá o efeito lifting. O bioestimulador pode ser indicado para as pacientes que já começaram a degradação do colágeno, que começa, de verdade, a partir dos 35 anos. O colágeno de via oral é indicado para pacientes a partir de 35 anos ou 40 anos. Não adianta indicar colágeno para meninas ou fazer bioestimulação em mulheres muito jovens. Isso é o que eu classifico como exagero, meninas de 25, 26 anos, usando colágeno.

CP - Câncer de pele: o que é urgente que saibamos quando se fala desse assunto?

CZ - O câncer de pele é o câncer mais comum do mundo e é o câncer que mais mata. Desde que a gente nasce, a gente expõe a pele à luz do dia. Essa luz é cumulativa. O que mais causa acúmulo de radiação é o raio UVA, ou seja, a luz do dia. E o raio UVB, que é o das dez horas da manhã até às duas horas da tarde, com maior concentração, causa o câncer de pele. O raio UVA, digamos assim, é o que estimula a modificação do DNA, e o raio UVB dá o golpe final. As câmaras de bronzeamento, por exemplo, são basicamente uma overdose de raio UVA, então os dez minutinhos que ficamos na sessão de câmara de bronzeamento equivalem a, mais ou menos, dezoito horas de exposição na beira da praia sem protetor solar. No entanto, o sol é necessário para o corpo, para nosso humor, para dormirmos bem, quem pega sol tem menos depressão. Então tudo na vida é uma questão de equilíbrio. O que deve ser feito é pegar sol de manhã cedo, passar protetor no rosto, no colo e nas mãos para evitar envelhecimento, e na hora do meio dia se preservar, simples assim. Mas e a vitamina D? A vitamina D, que é produzida na pele, só é produzida quando a gente se expõe ao sol na hora do meio dia, por dez minutos. Não é por 60 ou 120 minutos! Com 10 minutos, três vezes por semana, nós vamos produzir a quantidade ideal de vitamina D que a gente precisa para nosso organismo. A questão é saber tomar o sol.
 

 

“PARA CUIDAR DOS OUTROS PRECISAMOS ESTAR BEM”

(Lissandra Maioli, Médica Ginecologista e Obstétrica)

 

CAROLINE PIEROSAN - Como viver bem antes, durante e depois da menopausa?

LISSANDRA MAIOLI - A menopausa é o período a partir de quando uma mulher fica o ano inteiro sem menstruar. Isso vai acontecer lá por volta dos 50 anos para a maioria das mulheres. Algumas podem ter o que chamamos de menopausa precoce, que é quando a menopausa acontece antes dos 45. Mas os sintomas que estão associados à menopausa podem começar muito antes. Existe o que chamamos de climatério, que é o processo de envelhecimento dos nossos ovários: isso pode começar a acontecer por volta dos 40 anos. Então vamos percebendo irregularidades do ciclo menstrual, alteração no padrão de sono, do humor, vamos ficando mais irritadas, e sentimos as ondas de calor, que é o sintoma mais conhecido. Sabemos que 70% das mulheres vão vivenciar algum sintoma. A grande sacada é atividade física, dieta saudável, se expor ao sol no momento certo, procurar um médico regularmente, ao menos uma vez por ano, e conversar com ele sobre os sintomas para amenizá-los. Além disso, temos medicamentos fitoterápicos e reposição hormonal. Mas manter hábitos de vida saudáveis e falar com o médico sobre os sintomas é o principal, porque é muito mais fácil tratar esses sintomas antes de chegar a menopausa de fato.

CP - Que cuidados devemos ter no sentido de prevenir o câncer de colo de útero e de mama?

LM - Hoje, no Brasil, o câncer de mama é o que mais incide sobre as mulheres. Estima-se, para 2020, 66 mil novos casos no Brasil. Já o câncer do colo de útero está em terceiro lugar, ocupando uma estimativa de 16 mil casos este ano. Falando em mortalidade, o câncer de mama é o que mais mata. No ano de 2017, que foi o último dado que encontrei, foram 16 mil mortes no Brasil por câncer de mama e 6 mil mortes por câncer de colo de útero. Como prevenir? Com alimentação saudável, atividade física, saber o histórico dos seus familiares e procurar um ginecologista para fazer a ecografia de mama e ecografia de controle.

 

PERSONALIZAÇÃO

 “É ter alguém cuidando de mim como eu mereço”

(Andreia Morello, Administradora e idealizadora da Safe Investimentos)

 

CAROLINE PIEROSAN - Suponhamos que eu tenha entre R$300 e R$ 500 mil parados no banco, o que eu posso fazer com esse dinheiro? Quais são os melhores investimentos?

ANDREIA MORELLO - Depende muito do perfil de cada pessoa. Cada investimento está disponível para fazer de acordo com o que eu tenho e o que eu quero fazer. Então se eu tenho hoje uma carteira de investimentos e o meu perfil é conservador, significa que eu não aceito risco. O que é não aceitar risco? É não ter a possibilidade da oscilação do patrimônio na minha carteira. Esse tipo de perfil não pode fazer nada além de renda fixa, mas, mesmo na renda fixa, eu consigo transformar minha carteira para algo melhor do que o que está disponível no banco, porque a gente tem uma vasta variedade de formas de investir e cada momento é específico para fazer uma locação diferente.

CP - Como eu posso realizar a melhor composição da minha carteira?

AM - A gente fala muito que cada ser humano é único, então não faz sentido nenhum eu montar uma certeira para a Ana igual a carteira da Maria. Vamos supor que as duas têm perfil conservador, mesmo assim, uma pode ter disponibilidade de recurso para daqui a cinco anos, a outra para daqui dois meses, uma pode ter filhos grandes e já querer deixar mais ou menos encaminhado esse patrimônio, a outra pode ter filhos menores e outros objetivos. Então mesmo dentro do perfil conservador eu consigo fazer vários tipos de alocações e esse é o diferencial, isso é o que a gente busca. O investidor moderado aceita um pouco de oscilação, não tão grande quanto o arrojado, mas ele aceita. O arrojado é o investidor que sabe que está no risco, mas ele sabe que no decorrer do prazo, se ele não tiver necessidade daquele capital, ele tem a probabilidade de sacar muito mais ao ano.

CP - Se eu aplicar R$ 500 mil e meu patrimônio aumentar para R$ 1 milhão líquido e eu resolver aplicar, o que isso implica na minha carteira?

AM - A partir de um milhão você se torna um investidor qualificado, tem acesso a várias outras aplicações que o investidor que tem R$ 900 mil não tem. Isso quer dizer taxas bem melhores, ofertas privilegiadas, etc. Quanto mais dinheiro, mais possibilidade de retorno. Nós dividimos assim: até R$ 1 milhão, investidor normal; de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões, outro perfil; de R$ 5 milhões a R$ 10 milhões, outro perfil; já acima de R$ 10 milhões você tem acesso a tudo que se pode imaginar. Investimentos nacionais, investimentos internacionais, investimentos em carteiras conservadoras nos melhores fundos mundiais, etc. Quanto mais recursos, mais possibilidades de investimentos.

CP - Para concluir, por que devemos querer sempre aumentar o nosso patrimônio, ou seja, “Mais dinheiro para quê”?

AM - A nossa vida é composta por momentos bons, objetivos que temos, prazeres que queremos desfrutar. Dificilmente eu consigo manter esses momentos, objetivos e prazeres sem recursos, então eu preciso de valores financeiros, eu preciso aumentar a minha capacidade de valores, conquistar mais e ganhar mais. E eu não falo isso no sentido de ganância, eu falo isso porque a gente precisa pensar que se o meu investimento está lá no banco me proporcionando 4% ao ano e, com o mesmo investimento eu consigo ganhar 4,5%, que vai pagar o meu IPVA no final do ano, porque eu não posso ganhar mais?

 

Edição I Louise Pierosan
Imagens | Josué Ferreira