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Economia

Sistema de Consórcios supera o Recorde do Ano

Executivo da Banrisul Consórcios prevê futuro promissor no segmento

"O brasileiro ainda não tem um perfil poupador - de guardar para depois comprar - e o consórcio tem esse fim, sendo uma forma de planejamento e programação" (Fernando Postal, diretor da Banrisul Consórcios)

O diretor da Banrisul Consórcios, Fernando Postal, assumiu um cargo diretivo na empresa, pela primeira vez, em 2005. Na época, a instituição buscava ampliar o seu espaço no mercado, pois estava somente com um ano de atuação. Criada no final de 2003, foi em 02 de janeiro de 2004 que a Banrisul Consórcios iniciou as operações. A seguir, Fernando Postal comenta sobre o segmento de consórcios e a atividade da empresa.

Como o segmento de consórcios evoluiu daquele período até hoje?

Fernando Postal: em relação a operação e ao produto praticamente nada mudou. O consórcio continua sendo a reunião de um grupo de pessoas que tem o mesmo objetivo: adquirir um bem ou um serviço. O cenário, porém, mudou bastante. Ampliou-se a concentração nesse segmento. De 600 administradoras na década passada, atualmente são apenas 150. O ponto positivo para o consumidor é que, hoje, todas as administradoras que atuam no País estão autorizadas pelo Banco Central, ou seja, é um mercado totalmente confiável. Mas a principal mudança é como o consumidor vê o consórcio. Além de uma excelente alternativa para adquirir bens e serviços, tornou-se um instrumento de educação financeira. O brasileiro ainda não tem um perfil poupador - de guardar para depois comprar - e o consórcio tem esse fim, sendo uma forma de planejamento e programação. O cotista paga um consórcio de automóvel para, no futuro, trocar de carro ou comprar o primeiro carro do filho, por exemplo. Ou contrata um consórcio de imóvel para, quem sabe, adquirir um segundo imóvel e ter renda de aluguel.

E com relação ao futuro do segmento?

Segundo dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio, em julho deste ano, o Sistema de Consórcios teve 202,5 mil novas cotas comercializadas, superando o recorde do ano. As adesões acumuladas, de janeiro a julho de 2017, alcançaram 1,303 milhão de unidades, com 8,8% de aumento sobre as 1,198 milhão contabilizadas no mesmo período do ano passado. Mantendo esse ritmo, o futuro é promissor, porque o consórcio deve continuar em alta. Mesmo com a redução das taxas de juros, o consórcio mantém atrativos comparativamente ao financiamento. Não tem taxa de juros, mas taxa de administração que é dividida pelo prazo do plano. Por exemplo, uma taxa de 18% para um consórcio de imóveis de 180 meses, representa 0,10% ao mês. A contemplação pode ser por sorteio ou lance. Assim, quem tem interesse de acelerar a contemplação faz pelo lance. No consórcio de imóveis, existe a possibilidade de utilizar o FGTS para lance, abatimento das parcelas ou amortização do saldo devedor. Quando a pessoa for contemplada, o consórcio possibilita barganhar o preço do bem, pois a carta de crédito é pagamento à vista. O produto conta, ainda, com a diversidade de prazos e no valor das parcelas, onde o cliente pode optar por aquela que cabe no seu orçamento e usar o seu crédito da forma que lhe convier.

E a Banrisul Consórcios como está inserida neste mercado?

Evoluiu e muito! Para se ter uma ideia, somente em 2017 crescemos 26%. Em 2005, sonhávamos atingir 10 mil cotas ativas, o que parecia distante. Já em setembro deste ano, com uma forte atuação no consórcio de veículos e expansão no consórcio imobiliário, superamos 50 mil cotas ativas. Agora, a nossa meta é chegar a 100 mil. A Banrisul Consórcios é uma empresa do Grupo Banrisul, que conta com a garantia e solidez do banco Banrisul e, como não poderia deixar de ser, o seu principal mercado é o estado do Rio Grande do Sul, onde pretendemos crescer ainda mais.