Menu

Economia

Evolução e perspectivas no mercado de consórcio

O fato de possuir somente taxa de administração; a possibilidade de negociação da carta de crédito como pagamento à vista e um maior planejamento e programação por parte do cliente alavancaram vendas

O fato de não possuir taxas de juros, somente taxa de administração; a possibilidade de negociação da carta de crédito como pagamento à vista e um maior planejamento e programação por parte do cliente alavancaram as vendas de consórcios "Segundo a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios, em 2017, as vendas de novas cotas do sistema de consórcios registraram 2,38 milhões de adesões, 4,4% de crescimento sobre 2016, quando atingiram 2,28 milhões", afirma Artemino Rosin, diretor da Banrisul Consórcios

O consórcio, um produto tipicamente brasileiro, nascido em 1962, vem, ao longo do tempo, passando por uma série de transformações acompanhando o cenário econômico e o perfil de consumo da população. Atualmente, desde a aquisição de veículos, reforma de imóveis, compra de eletroeletrônicos ou, ainda, para a contratação de um serviço, o consórcio vem despontando ao consumidor como uma alternativa factível. Por muitos, vem sendo utilizado como uma forma de poupança e investimento. É sabido que o hábito de poupar, para depois adquirir, ainda não é regra junto à população brasileira. Assim, a obrigação de pagamento de uma parcela mensal tem possibilitado ao consumidor realizar seu sonho: o carro zero ou a troca por um mais novo; a reforma da casa ou o apartamento para os filhos. Essa flexibilidade da utilização da carta de crédito é um diferencial do consórcio e tem atraído muitos adeptos ao produto. Definido como uma reunião/grupo de pessoas que se unem para possibilitar a aquisição de um bem ou serviço, por meio do autofinanciamento, o consórcio tornou-se um produto de prateleira, inclusive do segmento bancário e, com prazos e valor de parcelas diferenciadas, atende desde as classes A e B até as classes C e D. Segundo a Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios, em 2017, as vendas de novas cotas do sistema de consórcios registraram 2,38 milhões de adesões, 4,4% de crescimento sobre 2016, quando atingiram 2,28 milhões.

E é neste mercado que, desde 2003, está inserida a Banrisul Administradora de Consórcios, empresa do Grupo Banrisul. Em se falando de números, observa-se que a empresa encerrou o ano de 2017 com mais de 53,6 mil consorciados ativos, 17,4% superior a 2016. Segundo o diretor Artemino Rosin, que atua na empresa desde a sua criação, “o mercado de consórcio evoluiu muito nos últimos anos, não somente na quantidade de adeptos como também na qualificação do produto e do mercado. Por exemplo, em 2009 esse mercado passou por uma profunda mudança com a instituição de uma nova legislação e regramentos e, a partir de então, o número de administradoras atuantes reduziu: hoje, são aproximadamente 120 em todo o País”, ressaltou. Qual o motivo ou motivos que fizeram com que o mercado crescesse desta forma? Conforme Rosin, não há dúvida de que, olhando para um passado bem recente, a restrição ao crédito e à taxa de juros impactaram positivamente para que o consórcio despontasse, porém, esse não é o único fator. O fato de não possuir taxas de juros, somente taxa de administração; a possibilidade de negociação da carta de crédito como pagamento à vista e um maior planejamento e programação por parte do cliente alavancaram as vendas. Aliado a isso, o próprio sistema de consórcios se organizou e todas as administradoras atuantes estão profissionalizadas e preocupadas em manter um mercado competitivo e transparente para o consumidor. Atualmente, o consumidor já enxerga o consórcio como mais uma opção, não se tratando de uma operação desconhecida: a carta de crédito é um termo dominado pelas concessionárias de veículos e também pelo mercado imobiliário. A comercialização de veículos novos ou seminovos via consórcio atingiu a participação de 28,4% no ano passado, quase quatro vezes mais se comparado com 2009, que foi de 7,8%. Já no setor de imóveis, o percentual de participação do consórcio cresceu de 11,4%, em 2014, para 29,3%, em 2017. Esses dados confirmam que o produto está consolidado e que o mercado evoluiu.