“O que mais nos impactou nesta Fimma Brasil 2011 foi, sem dúvida, o volume de visitantes e o fato de estarem mais focados em concretizar negócios. Vieram para a feira muito mais preparados. Notou-se que investiram em pesquisa, informação, especialmente em seus focos de interesse. É claro que nas edições anteriores isso já acontecia, mas é uma cultura do próprio evento que avança e melhora a cada edição e os visitantes vão absorvendo cada vez mais esta cultura diferencial da Fimma. O fato é que temos algumas feiras de grande porte no setor mas também muitas feiras pequenas onde em poucas horas o visitante vê tudo, sem necessidade de um preparo anterior. Já para visitar a Fimma é importante, sem dúvida, fazer antes um ‘tema de casa’ para chegar pronto, sabendo o que quer, o que está buscando. E nunca se viu como em 2011os visitantes tão objetivos e preparados. Houve ainda uma grande busca por informações no site da feira, visitado por 85 países. Isso também atesta a credibilidade do evento e a qualidadade dos expositores.
Observou-se também, nesta edição, por exemplo, situações como a de empresários portugueses vindo comprar uma máquina italiana aqui no Brasil. Uma venda dessas em sí pode até não repercutir economicamente aqui mas eles vieram ao Brasil, conheceram o Brasil, geraram negócios aqui, geraram turismo e fizeram contatos dizendo que irão voltar. Então, todos ganham com isso.
A feira foi realmente maravilhosa, surpreendente, num momento econômico excelente, tudo conspirou a favor da Fimma Brasil 2011. Mas, acima disso, a Fimma é uma marca internacional, um evento reconhecido que nossa região deve respeitar e valorizar muito isso que é seu. Veja-se o que falou o representante da BIEF, ‘a feira de vocês é seguramente a terceira do mundo; aqui se faz feira’ Isso sinaliza também que temos um grande potencial, que podemos crescer, avançar nas infinitas oportunidades que o mercado nos apresenta em qualquer ramo, seja móveis, metalurgia, vinhos, serviços, enfim, todos.
Para 2013, uma das coisas que precisamos melhorar é o pórtico de acesso ao parque de eventos. Bento Gonçalves precisa pensar se quer isso ou não, mas precisa ser feito algo mais contemporâneo e adequado às necessidades do próprio parque, evitando congestionamentos tanto de entrada quanto de saída. Também é preciso investir em infraestrutura de estacionamentos, não em quantidade mas em qualidade. Não é mais admissível uma senhora de calçado de salto ter que caminhar pelo cascalho para chegar à feira. O acabamento do parque precisa ser melhorado, e isso compete a todos, empresários e municipalidade. Se continuar apenas os empresários investindo como vem ocorrendo nos últimos anos, não há sustentabilidade, até pelo volume de visitantes que vem ocorrendo e que se espera seja maior.
Quanto a investimentos em aumento de área coberta, o uso de um pavilhão de lona nesta edição foi também uma quebra de paradigma para nós porque serviu muito bem e ficou excelente, funcionou perfeitamente. É uma opção que deverá crescer. Quem nos indicou o uso de pavilhões de lona foi uma empresária, na Itália, secretária geral da EMOBOIS Associação Internacional de Organizadores de Feiras de Móveis e Equipamentos, da qual somos parceiros, quando a questão de falta de espaço foi comentada durante reunião com o governo alemão que, por sua vez, este ano veio com mais força expor na Fimma. Na visão dos alemães, o Brasil dominou a recente crise econômica e ainda está se desenvolvendo em ritmo acelerado. O mercado para revestimentos de piso e móveis tende a crescer ainda mais e os produtos brasileiros são competitivos no mercado global. Os fabricantes alemães de máquinas para processar madeira lideram internacionalmente o ramo. Eles não oferecem somente máquinas, mas também conhecimentos sobre os processos de produção, começando com a decisão de investimento até o período de utilização total da máquina. Brasil e Alemanha firmaram ótimos negócios e prospectaram parcerias futuras através da FIMMA Brasil. A Alemanha participou da Fimma 2011 com o Ministério Federal Alemão de Economia e Tecnologia (BMWi), a Associação de Indústria Alemã de Feiras Comerciais (AUMA), com apoio da Associação Alemã de Fabricantes de Máquinas para Processamento de Madeira (VDMA).
A FIMMA Brasil é mesmo uma grande oportunidade de negócios para empresas de todo o mundo.”
Juarez Piva
Presidente da Fimma Brasil 2011